a covardia sentimental

Os covardes sentimentais fogem de tudo —
de qualquer possibilidade real de se envolver.
Criam personagens, se escondem atrás de máscaras escolhidas a dedo.
Esse personagem tem pose de durão,
porque sentimento, para eles, é sinal de fraqueza.

Mas por trás da fachada, há um mar de cicatrizes,
maquiadas pela rotina,
escondidas sob camadas de indiferença.
São almas carregadas de histórias mal resolvidas,
de amores não correspondidos,
de experiências que deixaram feridas abertas.

Escondem tudo isso sob o tapete,
não suportam a ideia de admitir suas próprias fraquezas.
Parecem invencíveis,
intocáveis,
mas são, na verdade, quase inexistentes —
fantasmas presos a uma armadura vazia.

Mas quando o amor toca,
não há pose que resista por muito tempo.
O amor nos desnuda,
nos joga de volta para a infância,
nos tira os rótulos, os diplomas, as riquezas —
e nos revela a essência pura.

O amor tem o poder de nos transformar —
mas, principalmente, de nos devolver a nós mesmos.

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