Ah, minha pequena,
se soubesses a sede que tenho de ti,
do teu calor, do teu corpo, da tua alma,
se soubesses o que sinto,
cada vez que contorno, com as mãos, cada curva tua,
cada vez que te contorno com a boca
e sinto na alma o teu arder, o teu queimar.
Se soubesses o que sinto
quando te envolvo completamente,
te apertando contra meu corpo,
e, por instantes, me sinto dono do mundo inteiro,
porque você é o meu mundo inteiro.
Se soubesses como te vejo,
como idolatro e venero a textura macia da tua pele,
como observo atentamente cada detalhe teu,
como se estivesse diante de mim
o diamante mais precioso do mundo,
ou toda a riqueza do universo.
Quereria fazer do teu corpo
minha eterna morada,
e, se um dia fosse,
jamais abriria janelas ou portas,
dentro da tua biosfera particular.
Viveria eternamente,
alimentado de fogo e paixão,
rezando para que, se um dia tudo terminasse,
esse mesmo fogo me transformasse em cinzas.