A Cerveja e Eu

A cerveja, em muitos momentos,
foi o motivo do meu riso.
O primeiro gole me faz voltar pra casa,
não pra um lugar —
mas pra mim.

Não bebo pra cair,
bebo pra me levantar das máscaras
que uso por obrigação,
pra suportar os egos inflados
que desfilam diariamente diante de mim.

Entre um trago e outro,
reorganizo o caos,
ponho as ideias em fila,
como quem tenta escrever um texto
sem saber por onde começar.

Quantas vezes, confesso,
foi ela quem guiou minha escrita,
quem deu coragem às palavras presas
no gargalo da alma.

Se estou a um passo de ser alcoólatra?
Talvez.
Mas também estou a um passo de ser eu mesmo.
Só preciso de um empurrãozinho —
amarelo, gelado,
com um pouco de espuma
e muito silêncio dentro.

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