Eu vivi o meu amor,
sim, somente o meu,
pois nunca senti o teu.
E como eu gostaria de senti-lo,
e principalmente vivê-lo.
Ele até poderia existir,
mas há uma diferença entre saber que ele existe
e perceber que ele existe.
Se nossa história terminasse hoje,
eu certamente morreria.
Continuaria respirando, talvez,
mas morreria por dentro.
Teriam os mais diferentes sentimentos negativos,
menos um: o remorso.
O remorso de não ter vivido esse amor com intensidade,
de não ter decorado cada milímetro do teu corpo,
de não ter gravado em minha mente e meu coração
cada segundo dos nossos mágicos momentos.
Que, na verdade, só eram mágicos para mim.
Vivi cada instante como se fosse o último,
porque no fundo sabia que um deles, de fato, seria.
Era completamente indiferente às tuas indiferenças,
pois sempre fui egoísta.
Ninguém foi mais egoísta que eu.
Aceitei tudo de ruim que me oferecias,
pois tua presença me alegrava.
Pois tua companhia abraçava meu coração.
Se vou morrer na tua ausência,
isso é completamente indiferente.
Pois, na tua presença, eu também morria,
aos poucos.