Num desses encontros aleatórios, perdidos nas esquinas tortas da vida,
nossos caminhos se cruzaram de novo.
Pela primeira vez, não senti nada.
Surpreendi-me comigo mesmo —
sem gaguejos, sem suores frios, sem tremores.
Nada aconteceu dentro de mim.
Quando você partiu, mergulhei numa autoavaliação profunda,
e, naquele instante, algo diferente brotou —
um alívio puro, a sensação clara de missão cumprida.
Era a tradução exata do que chamam de “superação”.
Como é bom saber que não resta mais nada de ti aqui dentro.
Não pense que é mágoa ou vingança —
longe disso.
Foi apenas que, assim como me ensinaste a amar,
aprendi, contigo, a esquecer —
lentamente,
e finalmente, para sempre.