Não sei o que acontece comigo quando te aproximas,
como se uma tempestade invisível invadisse meu peito.
Tua presença traz uma energia feroz, quase dolorida,
e meu corpo traça poemas que só se traduzem em
suores gelados, gagueiras que denunciam o caos,
mãos que tremem como se fossem fragmentos de um medo bom.
Sei que as palavras que meu coração tenta dizer
são as mais bonitas e sinceras que já existiram —
mas elas escapam, sufocadas pela intensidade do instante.
Quando estás perto, meu coração grita em êxtase,
uma explosão de felicidade tão pura que quase dói.
É a segurança que jamais encontrei,
o lugar certo, na hora certa,
o melhor lugar do mundo — e não é um lugar,
é estar contigo, no silêncio que só nós entendemos.
E isso tudo só de sentir tua aproximação.
Quando finalmente nos abraçamos,
tudo muda — o mundo congela, o tempo se rende.
Até os deuses parecem fazer uma pausa,
os anjos se curvam em silêncio reverente,
e a certeza ecoa no universo:
aqui na terra,
o amor ainda existe —
e ele é nós.